Judaísmo Messiânico
Os Judeus Messiânicos não são heréticos. Eles têm o Espírito Santo.
Os judeus messiânicos não são judaízantes como pensam alguns, ligando-os aos judaízantes da época dos Apóstolos. São taxativos e enfáticos em afirmar que os gentios (góis) não são obrigados a guardarem mandamentos e estatutos perpétuos exclusivos para o povo judeu.
A maior divisão da história foi a separação entre a comunidade judaica e a Igreja. Essa foi a maior perda do cristianismo/protestantismo/evangélicos ao longo dos dois mil anos, o distanciamento dos judeus, judaísmo e cultura judaica, contexto em que a Bíblia foi escrita. A sede da Igreja que ainda não era chamada cristã, conhecida como do Caminho era Jerusalém. Em Atos 15 vemos que Paulo e Barnabé foram à Igreja sede em Jerusalém ter com os Apóstolos para resolver questões de judaizantes na igreja de Antioquia.
Após a destruição de Jerusalém por volta do ano 69, os judeus foram dispersos, o que, provavelmente, dificultou o contato da Igreja gentílica com os judeus. A partir do Século II, teve início o aparecimento das heresias dentro da Igreja e a orígem da Teologia da Substituição, sobretudo, no Século VI quando o Imperador Constantino oficializou o cristianismo. Passaram a chamar a Primeira Aliança de Velho Testamento, de Lei e que Lei é coisa de judeu e que agora estamos na Graça. Dizia que judeu é gente ruim que matou Jesus, iniciando o antisemitismo que culminou nas Inquisições, Progoms soviético, enfim, o Holocausto. A ICAR construiu a Basílica de São Pedro no lugar do Templo de Salomão; os papas, bispos e padres passaram a adotar em seus paramentos, as vestes e simbologias judaicas, mudaram o sábado, dia de adoração, pelo domingo, inventaram o Natal, adotaram festas pagãs no lugar das festas judaicas, etc.
Explica Stern sem a menor possibilidade de errar: o Novo Testamento é um livro judaico, escrito por judeus, tratando majoritariamente de judeus, tendo judeus e não-judeus como público-alvo. Sua figura central é Yeshua, o Messias, um judeu nascido de judeus em Beit-Lechem (Belém), crescido e educado entre os judeus em Natzeret e que ministrou lições inesquecíveis em Galil (Galiléia). Tendo morrido e ressuscitado na capital judia, Yerushalaym, continuando judeu após ressurreto, pois em lugar algum das escruturas se proclama que ele tenha cessado de ser judeu. Daí, Ele continuar vivo integralmente judeu. Além disso, Stern ainda declara que os doze seguidores mais íntimos do Nazareno eram judeus, também todos os talmidim (discípulos) e que foram os judeus, através de Paulo, que levaram o evangelho aos não-judeus. E mais: que a ceia do Senhor origina-se da Páscoa judaica, que a Nova Aliança foi prometida pelo profeta Jeremias e que o Novo Testamento completa o Tanakh, de tal maneira que “o Novo Testamento sem o Antigo é tão impossível quanto o segundo pavimento de uma casa sem o primeiro, o Antigo sem o Novo sendo tal e qual uma casa sem teto”. Para quem ainda não ouviu falar de Stern, ele nasceu em 1935. De família judia, em 1972 passou a crer em Yeshua como o Messias. É Mestre em Divindade e desde 1979 ele mora em Israel com a família. Publicou, no primeiro semestre deste ano, pela editora Atos, o aplaudido Comentário Judaico do Novo Testamento, consulta indispensável para quem deseja melhor se abeberar do contido no Novo Testamento Judaico. A primeira edição inglesa data de 1992, a quinta sendo lançada quatro anos depois. A Editora Vida, ano passado, concretizou um sonho acalentado em todo Brasil por milhões de seguidores do Homão da Galiléia: a publicação do Novo Testamento Judaico, numa tradução do original para o inglês de David Stern, versão em português elaborada por Rogério Portella. Por Fernando Antônio Gonçalves.
Heresia é a teologia da substituição que desviou-se dos ensinos de Cristo e dos Apóstolos da Igreja do Primeiro Século, não conseguindo por isso sustentar a Reforma Protestante, levando os evangélicos à crise de identidade em que se encontram, os quais não estão conseguindo diferenciar o que é pecado do que não é, o certo do errado, tudo é relativo, apostatando assim da genuína Palavra de D'us, exatamente por não estudarem sistemáticamente a Torá que aponta o pecado (Rm. 7: 7). Este afasta o homem de D'us. "Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;" (Hebreus 12 : 14).
"É importante que notemos aqui que se um elemento da aliança falhar então todos os elementos também falharão. Assim, se as promessas de D'us para Israel já tiverem falhado, então igualmente devem ter falhado as promessas dEle de abençoar o mundo. Se o destino nacional de Israel foi perdido através de sua desobediência, então a Igreja também está arruinada! A desobediência da Igreja tem sido tão grande quanto a de Israel nos últimos 2000 anos. Ninguém pode negar isto!" http://ubeblog.ning.com/group/teologiadasubstituicao
Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. (Rm. 7: 7). "E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom." (Rm. 7: 12).
Romanos 11 deixa claro quanto a eleição de Israel.
1 DIGO, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. 2 Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. 12 E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! 15 Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? 16 E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são. 17 E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, 18 Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. 19 Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. 20 Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças, mas teme. 21 Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também. 25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. 26 E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades. 27 E esta será a minha aliança com eles, Quando eu tirar os seus pecados. 28 Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais. 33 Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! 34 Porque, quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro?
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Quem somos (quem são os judeus messiânicos)
O Ministério Ensinando de Sião é uma associação, sem fins lucrativos, composta por não-judeus, descendentes de judeus e judeus que crêem ser Yeshua HaMashiach (Jesus, o Cristo) o Messias de Israel e Salvador da humanidade que foi enviado por D´us há 2000 anos como “Ben Yosef” (Filho de José ou Filho do Homem) e que em breve voltará com seus santos em Jerusalém como “ Ben David” (Filho de David) ou Rei dos reis, o Sar Shalom (O Príncipe da Paz) trazendo redenção e paz para os da Casa de Israel e para todas as nações.
O Ministério Ensinando de Sião possui uma congregação local sob sua supervisão apostólica em Belo Horizonte - MG, chamada: "Har Tzion" (Monte Sião), que é reconhecida pela UMJC (Union of Messianic Jewish Congregations - União de Congregações Judaico-Messiânicas) com sede em Novo México - EUA, entidade que reune mais 100 congregações ao redor do mundo.
O Ministério Ensinando de Sião - Brasil é filiado ao Netivyah Bible Instruction Ministry, com sede em Jerusalém - ISRAEL. A palavra Netivyah quer dizer em hebraico “o caminho do Senhor”, termo pelo qual os discípulos de Yeshúa (Jesus) eram conhecidos.
O termo “messiânico” é originário da palavra hebraica “mashiach”, que quer dizer, ungido. Este movimento não é novo, uma vez que os primeiros judeus a professarem sua fé em Yeshua no início do primeiro século desta era, foram os próprios apóstolos e discípulos de Yeshua.
No quarto século os cristãos se separam de Israel e de seu povo, distanciando-se cada vez mais de suas raízes e do contexto judaico das Sagradas Escrituras.
O Ministério Ensinando de Sião é um “Serviço” (ministério) da Congregação Judaico-Messiânica Har Tzion – Belo Horizonte – MG,
Nosso ministério deseja alcançar os seguintes objetivos:
Primeiro, nosso Ministério deseja levar aos cristãos em suas variadas denominações a visão da sua reconexão com o povo judeu e com a nação de Israel, bem como a restauração das raízes judaicas da fé cristã. Pois, pelas Escrituras, os gentios através do Messias Yeshua são enxertados na “Oliveira” que é o Israel de D´us. Nosso Ministério incentiva que gentio deve viver como gentio, não se tornando judeu, mas ele é livre se optar por um estilo de vida judaico, segundo os princípios bíblicos.
Segundo, conscientizar o povo judeu de que o judaísmo messiânico está fundamentado nas Sagradas Esrituras Judaicas (Torá, Neviim, Ketuvim e os livros que compõem a Brit Chadashá) que mostram que um judeu pode crer no Messias Yeshua e receber Dele inumeráveis bênçãos, preservando a sua identidade judaica, sem deixar suas crenças e tradições, não recebendo o nome de cristão e nem tampouco adotando o estilo de vida de gentio;
Além destes dois grandes objetivos, lutamos por:
:: Promover o ensino das Escrituras (Tanach e Brit Chadashá – Os chamados Antigo e Novo Testamentos) no contexto judaico; :: Divulgar entre os povos o amor e a necessidade de oração a favor do povo judeu e sua terra; :: Abolir todo e qualquer tipo de anti-semitismo e anti-sionismo; :: Não endossar e nem compactuar com os erros históricos ou não do cristianismo; :: Acompanhar e divulgar as profecias bíblicas relacionadas a Israel e seu povo; :: Incentivar os descendentes de judeus restaurem suas raízes, crendo no Messias Yeshua e na sua eminente volta. Por “raízes”, entendemos que são a origem física e espiritual do judaísmo, incluindo a genealogia, obediência à Palavra e aos propósitos de D´u, estilo de vida de acordo com os princípios da Torá e todos os outros livros da Bíblia, preservando as tradições, cultura, língua hebraica, etc; :: Conscientizar os judeus de que são o povo escolhido por D´us, tendo um chamado que é irrevogável; :: Auxiliar a Igreja Cristã na restauração de suas raízes bíblicas e judaicas, ressaltando a qualidade da fé e seu papel espiritual em relação à redenção de Israel; :: Publicar literaturas, promover seminários, cursos, conferências, etc; para divulgar os objetivos mencionados acima;
O Ministério Ensinando de Sião tem traduzido uma série de publicações escritas pelo Netivyah de Israel, abordando vários temas judaicos e bíblicos, além de pesquisas e desenvolvimento das raízes judaicas do Novo Testamento as quais os primeiros seguidores do Messias Yeshua (Jesus) perderam ao longo da história.
Observação Importante: O Ministério Ensinando de Sião - Brasil e Jerusalém bem como nossa rede de congregações não têm nenhum tipo de conexão ou contatos com o movimento denominado "Jews for Jesus" (Judeus para Jesus).
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::. ESCLARECIMENTOS .::
::. O QUE É UMA CONGREGAÇÃO JUDAICO-MESSIÂNICA? .::
É uma Congregação (Igreja, Assembléia ou Sinagoga) de pessoas crentes (judeus e não-judeus) em Yeshua Há Mashiach (Jesus, o Messias de Israel).
O Judaísmo Messiânico não é um movimento novo, pois, Yeshua e seus discípulos, sendo judeus, iniciaram o anuncio da B´rit Hadashá (Nova Aliança), as Boas Novas ou o Evangelho, sem desprezar os ensinamentos da Tanach, que se compõe da Torá (o pentateuco), dos Neviim (os profetas) e dos Ketuvim (livros históricos e sabedoria), ou seja, o Antigo Testamento.
Assim, como na Igreja primitiva, numa Congregação Judaico-Messiânica, os judeus e seus descendentes vivem como judeus, guardando os ensinamentos e tradições da Tanach e da Nova Aliança. Um dos grandes erros do cristianismo foi forçar os judeus a renunciarem sua fé para se converterem ao cristianismo, pois eles poderiam crer em Yeshua professando sua fé no Antigo Testamento. As Escrituras nos mostram que os judeus podem e devem continuar vivendo como judeus, porém, crendo no Messias Yeshua, como Salvador e Senhor. Por outro lado, os gentios (não judeus) devem crer no Senhor Yeshua, porém continuando a viver na condição de não-judeus, dando a estes a opção quanto ao seu estilo de vida que pode ser messiânico ou não, isto é, de acordo com a Torá. Em resumo: ESTAMOS DEBAIXO DA GRAÇA, MAS A LEI NOS traz qualidade de vida, segurança, melhor entendimento e plenitude para vivermos pela Graça.
O Judaísmo Messiânico é autenticamente um judaísmo bíblico, pois considera o Pai Abraão, Moisés, David, os profetas e suas profecias se cumprindo através da Pessoa de Yeshua, o Messias de Israel.
A partir do século terceiro é que criou-se um cristianismo distinto e separado radicalmente de suas raízes judaicas, que perseguiu e promulgou ter substituído o povo judeu, como povo escolhido.
::. EM QUE CREMOS .::
Cremos nas Sagradas Escrituras, a Bíblia completa, inteiramente inspirada por D-us, infalível, de suprema autoridade e de suprema fé e conduta;
Cremos no único D-us - YHVH (ADONAI) o Todo Poderoso que é o Espírito - (II Co 3:17) (Ruach HaKodesh - Espírito Santo), cremos também em seu Filho e Messias Yeshua HaMashiach (Jesus o Messias).
Cremos ser Jesus de Nazaré, Filho Unigênito de D-us, nascido de uma virgem em Belém, Israel, como sendo o Messias de Israel, segundo menciona os escritos do chamado "Novo Testamento", nosso Senhor e Salvador, que veio ao mundo como Ben Yosef, Filho do Homem, único mediador entre o homem e D-us, morreu e ressuscitou, salvando todo aquele que nEle crê e que voltará em breve em Israel como Filho de David, como Rei dos reis, de onde reinará e julgará os homens;
Devido a queda de Adão, criado à imagem e semelhança de D-us, a humanidade tornou-se corrupta e distanciada de D-us. A salvação eterna, dom de D-us, tem sido providenciada ao homem somente pela graça e pela morte vicária de Yeshua, Jesus, O Messias. A fé é o único meio pelo qual o crente se apropria da salvação através da Sua morte. Cremos na unidade e na comunhão da Igreja, como Corpo do Messias, e sua vitória através da santidade, testemunho e fruto do Espírito.
::. QUAL É A DIFERENÇA DO JUDAÍSMO MESSIÂNICO E O JUDAÍSMO TRADICIONAL? .::
O Messiânico acredita em Yeshua, como O Messias, Senhor e Salvador, que veio e que voltará, segundo relatam tanto o Novo como o Antigo Testamento. No Judaísmo Messiânico todos costumes e tradições precisam estar fundamentados na Bíblia. O Judaísmo tradicional ensina que além do Tanach (Velho Testamento), o Talmuld também é a Eterna Palavra de D-us, e que a B´rit Hadashah (Novo Testamento) falta esta autoridade e que Yeshua não é o Messias. Além disto, possuem tradições e alguns costumes que não estão fundamentados só nas Escrituras.
::. QUAL É A DIFERENÇA ENTRE JUDAÍSMO MESSIÂNICO E O CRISTIANISMO TRADICIONAL? .::
A Bíblia é a mesma, o Messias é o mesmo. Mas, segundo as Escrituras, a Igreja gentílica não substituiu o povo de Israel. Israel continua sendo Israel, povo escolhido, com mandamentos, estatutos e ordenanças específicos e eternos. A Igreja gentílica foi enxertada nesta Oliveira (Israel) e passa a ser co-herdeira das promessas. O judeu messiânico vive debaixo da graça, mas tem a responsabilidade de um estilo de vida de acordo com a Torá, costumes e tradições bíblicas e judaicas, que não foram abolidos nem por Yeshua e nem pelos apóstolos do primeiro século. No início, os gentios viviam juntos com os judeus messiânicos. Mas, nos meados do terceiro século, o cristianismo tradicional rompeu radicalmente com o judaísmo, e até hoje, inclusive no meio evangélico, estes fatos e seu papel junto à nação de Israel são ignorados pela maioria das Igrejas que vivem separadas dos da casa de Israel e muitas vezes alheias às profecias futuras, desconhecendo sua reconexão com este povo e necessidade da restauração dos fundamentos e raízes judaicas da fé cristã.
O judaísmo messiânico tem funcionado como uma "ponte" para unir de novo a Igreja gentílica às suas raízes judaicas. Judeus e gentios crentes juntos é o propósito final de D-us, segundo as Escrituras. O verdadeiro Judaísmo Messiânico prega a unidade e a comunhão com a Igreja gentílica.
::. PODE UM GENTIO CRENTE FREQÜENTAR UMA CONGREGAÇÃO JUDAICO-MESSIÂNICA? .::
Sim, pode. Porém, ele tem a opção (não obrigação) de continuar vivendo como gentio, tendo um estilo de vida messiânico ou um chamado para trabalhar com a Casa de Israel. O que não deve ocorrer, segundo as escrituras, é um judeu crente viver como gentio, pois ele estaria negando o chamado irrevogável de D-us para os judeus junto às nações.
:: CONTATO ::
ASSOCIAÇÃO MINISTÉRIO ENSINANDO DE SIÃO - BRASIL CAIXA POSTAL, 2177 - BELO HORIZONTE/MG TEL: (31) 3498-1761 FAX: (31) 3498-5195 CONTATOS: siao@ensinandodesiao.org.br DÚVIDAS TEOLÓGICAS/OUTROS CLIQUE AQUI!
Fonte: http://www.ensinandodesiao.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5&Itemid=51
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O que não somos (o que não são os judeus messiânicos)
Devido a multiplicação e diversificação de grupos messiânicos, simpatizantes do movimento, Igrejas que adotam símbolos judaicos e movimentos parecidos em território nacional e na América Latina, o Ministério Ensinando de Sião sente-se na obrigação de definir sua dimensão ministerial ante a comunidade em geral, para que não haja dúvidas a nosso respeito.
1) NÃO SOMOS judaizantes.
Judaizar é IMPOR práticas judaicas a não-judeus. Temos clareza das orientações dos primeiros apóstolos do Messias e das decisões já tomadas no I Concílio de Jerusalém (descrito em Atos 15). Não se deve impor um jugo desnecessário a não-judeus que foram salvos pela graça de Yeshua (Jesus).
2) NÃO SOMOS proselitistas.
Constantemente somos confundidos por irmãos judeus, como se fossemos uma organização missionária. Por isso, algumas vezes somos acusados de proselitismo. Proselitismo é persuadir alguém a mudar ou aderir a uma religião. Não obstante, entendemos que um judeu pode reconhecer Yeshua como o Messias e continuar vivendo como judeu. Esclarecemos também que não temos vínculos institucionais com quaisquer denominações cristãs ou evangélicas. Também não pertencemos ao movimento denominado “judeus por Jesus” (Jews for Jesus).
3) NÃO SOMOS adeptos da teologia “efraimita” ou das duas casas.
A doutrina “efraimita” ou a teologia das “duas casas” é um mito teológico de que as ditas 10 tribos perdidas de Israel são gentios que crêem em Yeshua (Jesus) como o Messias. Nós não concordamos com esta abordagem, pois há clareza nas Escrituras de que D’us tem uma vocação também para as nações gentílicas, independente de quaisquer vínculos sanguíneo com o povo de Israel.
4) NÃO SOMOS exclusivistas.
Lutamos intensamente para criar meios de diálogo com a Igreja e com a comunidade judaica em geral. Somos abertos ao diálogo, e amamos intensamente ambos os grupos. Não nos achamos melhores do que outros grupos étnicos, religiosos ou denominacionais. Tão pouco nos achamos proprietários de alguma verdade. D’us não está limitado a nenhuma instituição ou ministério.
5) NÃO SOMOS etnocêntricos ou preconceituosos.
Não colocamos o judeu em posição superior em relação aos gentios, o que seria de uma imprudência e arrogância sem medidas. Jamais foi ou será intenção de nosso ministério, fazer qualquer distinção racial ou étnica, a qualquer grupo que seja. Afinal, D’us não faz acepção de pessoas, não é de sua natureza, prestigiar alguns em detrimento de outros.
6) NÃO SOMOS dogmáticos.
Algumas pessoas se incomodam, pois não temos um “manual de doutrinas”, um credo explicitamente elaborado. Entendemos, que nosso “manual de doutrinas” é as Escrituras. E, que ela deve ser livremente interpretada, desde que sejam respeitados critérios hermenêuticos para isso.
7) NÃO SOMOS intelectuais da fé.
Procuramos nas Escrituras princípios espirituais que possam mudar profundamente nosso comportamento neste mundo. Temos o testemunho pessoal do crente em altíssima estima. Não estamos preocupados com o quanto pessoas sabem sobre as Escrituras, mas como elas a vivem. A Bíblia é um princípio para a vida e ela sempre confronta nosso comportamento ético. O foco está na vida prática, em viver a palavra no dia-dia, e não em elucubrações teológicas intermináveis
Fonte: http://www.ensinandodesiao.org.br
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Teologia da Substituição
O que é a teologia da substituição?
A Teologia da Substituição é um enfoque sistemático enganoso da Bíblia, que não apenas tem desviado milhões de cristãos ao longo dos anos, mas tem também originado o mal nas mais terríveis proporções. Essa teologia teve sua participação na perseguição aos Judeus pela Igreja através dos séculos, incluindo o Holocausto, e foi também o pensamento teológico que pairava por trás do pesadelo do apartheid. A Teologia da Substituição declara que Israel, tendo falhado com D'us, foi substituída pela Igreja. A Igreja é agora a verdadeira Israel de D'us e o destino nacional de Israel está para sempre perdido. A restauração do moderno Estado de Israel é, assim, um acidente, sem nenhuma credencial bíblica. Os cristãos que crêem que tal restauração é um ato de D'us, em fidelidade à sua aliança estabelecida com Abraão cerca de 4000 anos atrás são considerados enganados. Esta é a posição básica dos adeptos dessa teologia.
Erros de pensamento:
A) - O método de interpretação alegórico: a Teologia da Substituição efetivamente mina a autoridade da Palavra de D'us pelo fato de que ela repousa sobre o método alegórico de interpretação. Isto é, o leitor da Palavra de D'us decide espiritualizar o texto mesmo que o seu contexto seja literal. Isto efetivamente rouba a Palavra de D'us de sua própria autoridade e o significado do texto fica inteiramente dependente do leitor. A Palavra de D'us pode assim ser manipulada para dizer qualquer coisa! Assim, a Teologia da Substituição apoia-se na falsa base da interpretação bíblica. B) - Entendimento inadequado da Aliança: a Teologia da Substituição é apenas sustentada por aqueles que não entenderam apropriadamente a natureza da aliança abraâmica. Esta aliança é primeiramente mencionada em Gênesis 12:1-4 e depois disso repetidamente asseverada e confirmada aos patriarcas. Essa aliança é a aliança da graça pois ela inclui a intenção de D'us de redimir o mundo todo. D'us diz a Abraão: "Em ti todas as nações do mundo serão benditas." A Aliança Abraâmica é uma aliança com três elementos vitais:
1) - Ela declara a estratégia de alcançar o mundo através da nação de Israel. 2) - Ela lega uma terra como uma possessão eterna à Israel. 3) - Ela promete abençoar aqueles que abençoarem a Israel, e amaldiçoar aqueles que a amaldiçoarem.
É importante que notemos aqui que se um elemento da aliança falhar então todos os elementos também falharão. Assim, se as promessas de D'us para Israel já tiverem falhado, então igualmente devem ter falhado as promessas dEle de abençoar o mundo. Se o destino nacional de Israel foi perdido através de sua desobediência, então a Igreja também está arruinada! A desobediência da Igreja tem sido tão grande quanto a de Israel nos últimos 2000 anos. Ninguém pode negar isto! Paulo enfatiza este mesmo ponto quando ele escreve: "E digo isto: Uma aliança já anteriormente confirmada por D'us, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa. Porque, se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que D'us a concedeu gratuitamente a Abraão." (Gál 3:17-18).
De acordo com os teólogos da substituição, esta aliança foi anulada. Somente uma compreensão inadequada e superficial da aliança pode levar à tal conclusão enganosa. As promessas à Israel nacional são constantemente reafirmadas pelos profetas. Desta forma, Ele enfatiza a natureza de seu caráter e confirma a aliança abraâmica. Um exemplo disto é Jeremias 31:35-37: "Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia, e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. Assim diz o SENHOR: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR."
Assim, novamente, o fato de que o sol, a lua e as estrelas ainda estejam conosco confirma a contínua validade da aliança abraâmica e, como resultado, o destino nacional de Israel. Para que a teologia da substituição seja válida, o sol e a lua devem também ser apagados. A teologia da substituição zomba do caráter de D'us pois ela repousa sobre a premissa de que se você falhar com D'us de qualquer maneira, Ele irá te descartar... mesmo que inicialmente Ele tenha te asseverado que a Sua aliança com você é eterna. Isto soa como uma resposta tipicamente humana e não como a do D'us da Bíblia. Que nós tenhamos forte encorajamento De acordo com o leitor do livro de Hebreus, sabemos que Deus será fiel conosco, porque apesar da desobediência de Israel, Ele manteve fidelidade para com ela. Falando da aliança abraâmica ele diz: "Por isso D'us, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento, para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que D'us minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme, e que penetra além do véu, aonde Jesus, como precursor, encontrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre. segundo a ordem de Melquisedeque." (Hb 6:17-20).
Note novamente que podemos saber que D'us é fiel pelo fato de Ele ter sido fiel para com Israel em tudo que Ele lhe prometeu. De fato, esta é a âncora de nossa alma. 1) - D'us não abandonou a nação ou o povo de Israel. 2) - Canaã é a terra de Israel até o dia de hoje. 3) - A Igreja não substituiu a Israel, mas a aumentou. " E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. - RM 11:18 4) -
A restauração moderna de Israel é evidência da fidelidade de Deus às Suas promessas e é também um forte encorajamento à Igreja. 5) - A restauração de Israel culminará no governo vindouro do Messias. Portanto, a Igreja no mundo é capaz de preparar-se e de abençoar a Israel tanto quanto ela puder. 6) - A restauração de Israel à sua terra natal é o primeiro passo em direção à redenção de Israel. Para terminar, seria bom que notássemos uma citação do Bispo de Liverpool, o Rev. J.D. Ryle: "Eu aviso que, a menos que vocês interpretem a porção profética do Velho Testamento com um significado literal simples de suas palavras, vocês não acharão ser algo fácil manter uma discussão com um judeu. Você se atreverá a dizer a ele que Sião, Jerusalém, Jacó, Judá, Efraim e Israel não significam o que eles parecem significar, mas significam a Igreja de Cristo?" Baruch Há Shem! Bendito seja o Nome!
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Deus Não muda a Sua Escolha
por Edward Kessler
Nos últimas semanas passadas, um antigo problema está gerando uma nova controvérsia nas relações cristãs-judaicas: a doutrina da teologia de substituição. Esta é o ensino de que, desde a época de Jesus, os judeus têm sido substituídos pelos cristãos no favor de Deus, e de que as promissões de Deus aos judeus têm sido herdadas pelos cristãos.
A colunista judaica Melanie Phillips sugeriu que a teologia de substituição, bem como o anti-semitismo, jaz por trás da crítica de Israel. Na semana passada, o Rábi Chefe Jonathan Sacks apontou a crescimento no anti-semitismo no Reino Unido.
Referência à teologia de substituição chegou a ser proeminente por duas razões: primeiro, o colapso do processo de paz israelense-palestinense, a corrente intifada alarmando os judeus, cristãos e moslins e aumentando muito as suas sensibilidades.
Segundo, o 11 de setembro e as suas conseqüências resultaram numa maior consciência do encontro com o Islame e as significantes diferenças entre as três fés abraâmidas.
Um dos vivamente debatidos tópicos no encontro entre as fés abraâmidas é a teologia de substituição, porque alguns teólogos moslins argúem que o Islame substitui a Cristandade (bem como o Judaísmo). Se a Cristandade substituir o Judaísmo, assim anda o argumento, o Islame poderá substituir a Cristandade.
Mas a Cristandade ensina a substituição do Judaísmo? Se examinarmos os escritos dos Padres da Igreja, a única resposta possível é que sim. Os Padres argüíam que, porque os judeus rejeitaram Jesus, foram punidos por ter o seu Templo destruído e por ser exilados do país de Israel. Os cristãos permitiam aos judeus sobreviverem num estado empobrecido, assim que a sua posição submissa pudesse testemunhar a verdade da Cristandade. Como resultado, o desprezo pelo Judaísmo chegou a ser central para o ensino cristão e do desenvolvimento da identidade cristã.
Felizmente - para tanto os judeus como os cristãos - há agora um novo despertar da judaicidade da Cristandade, e um reconhecimento de que a formação da identidade cristã depende dum relacionamento positivo com o Judaísmo.
Essa não é uma nova aproximação, mas sim descoberta duma antiga doutrina expressa por Paulo. Na sua carta aos romanos (especialmente nos capítulos 9-11), Paulo discute a validade contínua da aliança de Deus com o seu povo judaico.
Se a Igreja, como o novo Israel, substituiu o Antigo Israel como a herdeira da promissão, Deus, falta na sua palavra? Se Deus fez isso a respeito dos judeus, qual garantia haverá para as Igrejas que faça isso outra vez, desta vez a respeito dos cristãos?
Poder-se-ia argüir contra Paulo dizendo que, se os judeus não se mantinham fiéis com Deus, então Deus tinha o perfeito direito de jogá-los fora. É interessante que os cristãos que argúem desse modo, muitas vezes não tiravam a mesma dedução sobre a fidelidade cristã, esta que não era característica notável dos dois milênios passados.
Realmente, Deus parece ter havido uma capacidade notável de manter fidelidade tanto com os cristãos como com os judeus, quando não se mantinham fiéis com Ele, ponto do qual Paulo está profundamente consciente na Romanos 9-11. Ele sai fora do seu caminho para negar reivindicações de que Deus rejeitou o seu povo escolhido, afirmando que o seu tropeçar não leva a sua caída.
Na visão de Paulo, era impossível para Deus eleger o povo judaico deslocando-o depois. No seu pensar, o endurecer tomava lugar, assim que os gentílicos recebessem a oportunidade para juntar-se ao povo de Deus. A eleição da Igreja, portanto, deriva-se daquela de Israel, mas isso não implica que a aliança de Deus com Israel seja quebrada. Antes, permanece inquebrada - irrevogável.
Paulo também oferece advertência de que os cristãos gentílicos não devam ser jactanciosos referente aos judeus não-crentes, muito menos engajar-se na perseguição dos mesmos. Os cristãos usavam as críticas de Paulo contra os judeus, esquecendo o seu amor por eles e pelas tradições deles.
O papa diz que “a aliança permanece com os judeus” (Carta de Páscoa, 1986) e a Conferência de Lambeth “rejeita qualquer visão do Judaísmo que o veja como simplesmente substituído pela Cristandade” (Resoluções, 1988).
No entanto, o problema é que essas visões não representam o entendimento do venerador ordinário do relacionamento entre a Cristandade e o Judaísmo. A evidência anedótica das paróquias sugere que a teologia de substituição está amplamente aceita, embora de modo antes confuso do que anti-semítico.
O que se precisa para o ensino cristão sobre o Judaísmo é infiltrar-se através do banco da igreja. O ensino cristão hoje reflete respeito referente ao Judaísmo, respeito esse que teria sido impensável até faz algumas décadas. A maioria das Igrejas estão cometidas para a luta contra o anti-semitismo e para rejeitar a teologia de substituição.
Talvez o mais importante de tudo é a necessidade de aprender mais sobre o relacionamento judaico-cristão. É uma das poucas peças de boas notícias que possam ser relatadas no mundo de hoje. É, portanto, encourajador que haja um número de organizações dedicadas a melhorar o entendimento entre as fés. Essas incluem [no Reino Unido] o Conselho de Cristãos e Judeus, o Foro das Três Fés (Judaísmo, Cristandade e Islame), bem como a Inter Faith Network.
É também bom ver um crescimento do número das pessoas de caminhadas diferentes de vida, inclusive clero e professores, que estudam aqui no Centro para Relações Judaicas-Cristãs. Muitos compartilham o seu novo conhecimento com as suas paróquias. Por exemplo, um dos nossos estudantes criou recentemente uma exibição que mostra aos cristãos o que a Toráh significa para os judeus.
Com a ajuda de várias Igrejas, inclusive a Igreja da Inglaterra, bem como a comunidade judaica, criamos cursos de dez semanas para o clero e para leigos, exigindo só três ou quatro horas de estudo por semana.
Essas são todas tentativas para garantir que os cristãos e judeus ordinários estejam conscientes da transformação nas relações nos anos recentes e, nas palavras da Conferência de Lambeth de 1988, que os judeus e os cristãos compartilhem em “uma missão comum no mundo para que o nome de Deus seja honrado”.
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O Dr. Edward Kessler é Diretor do Centro para Relações Judaicas-Cristãs em Cambridge, Inglaterra. Esse ensaio apareceu primeiro no Church Times (Londres), 8 de março de 2002.
Tradução: Pedro von Werden SJ
Fonte: http://www.jcrelations.net/pt/?item=1262
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Olhe p'ro céu! Enquanto houver Sol, Lua, estrelas e os astros exercerem a sua rotina celeste, Israel existirá.
Jeremias 31:35-37: "Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia, e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. Assim diz o SENHOR: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR."
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
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